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Mostrando postagens de Junho 24, 2010

A Perda da Fé

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A Perda da Fé.A visão mais turva, sujaDeixa que eu mesmo piso na uvaSei que irá curar o desalentoMuito mais fácil deixar cair, dos olhos, uma chuva.Cansei de levantar, para o céu, as mãosEngasgo com o medo, ébrio e hipocondriaSupre a dor com o comprimento de um comprimido compridoLevanta e não cai de joelhos ao chão.Dizem que um Deus te amaO resto do mundo não.Todos os elos dessa correnteForam tomados pela ferrugemÁguas só me molham, aos outros, ungemPalavras incertas, ditos incoerentes.Com os nossos cabelos ao ventoQue acabam levando a vidaUma partida fez-se momentoPara um lugar bom será sempre bem vinda.Como sabemos dos nossos errosComo fingimos indiferençaComo negamos todos os zelosComo sofremos com nossas crenças.Dedão nas orelhas, mãos espalmadas e línguas a mostraArmado o circo, chamamos os santosCom olhos cegos, soltem seus prantosEu perdi a fé, quero uma forra..André Anlub
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A Navalha de Occam.Entre todas as teorias em sua cabeçaAchei uma mais fácil de explicar e entenderPergunta-me: por que pedir adeus?Um trocadilhoJamais, erroneamente, irá saber..Se já deu no que foiNão perpetue a casualidadeÉ egoísmo, pois não existe mais porvindouro Falsa moralidade.Não me venha com mais explicaçõesSente que as nuvens irão sumirPensa se o tempo pode pararO ódio é um elo para desunirAinda acha que é loucura sentir e pensar?.Onde está a razão?Onde está o sentimento?Busca no âmago do interiorCom toda a redundância desse momento..O terror de não ter mais emoçãoNessa ação que lhe faz tão bemÉ a vontade de estar vivoVoando a favor do ventoMas sempre de encontro a um trem..André Anlub
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Um pouco “d’eu”
Sou um personagem dramático em minha vidaAceito todos os dias novas pessoasTento ter deveres e muitos direitosPiso sempre em terras novasEm vez de curar, evito feridasSinto o amor em verso e prosaSei que nem sempre tudo é um mar de rosasPor isso procuro ter diversas saídasBrinco, rio, dou um tapa na morteE com sorte ela vai e não voltaImpossível mesmo é perder a alegriaQueria consertar no mundo todos os cortesNão largo jamais a minha canetaCom certeza tento ir pelos caminhos retosMas não ligo se houver curvas na minha metaQuero ter mulher, filhos e muitos netosRespeito-me e o mesmo reflito em todosHumildade posso dizer que tenho um monteColoco a fé acima de tudoBom dia, boa tarde e boa noiteAndré Anlub

Curriculum Poético

Começo pelo modo mais fácil Entrego o meu ser por inteiro Espero uma solução instável Busco o dito amor verdadeiro
Nunca fui exigente demais Também não sou perfeccionista Visto a camisa da paz Não vivo a vida seguindo uma lista
Não traio e não suporto traição Atraio para mim uma forte energia Dispenso qualquer tipo de apresentação No sexo faço a dois a minha orgia
Amo a natureza em geral O mar, sol, lua o sul e o norte Penso que recíproca é uma coisa normal Não temo, nem subestimo a morte
Dinheiro para mim não é tudo Contudo, tê-lo não faz mal a ninguém Grandeza muitas vezes é absurdo Humildade sempre receberá nota cem
Não sou nenhum vegetariano Amo um bom filé mignon Faço aniversário todo ano Não minto minha idade em vão
Não me importo com cor, religião ou time Sou uma pessoa fácil de conviver Não me chateio se falam que meu verso não rima Mas fico triste se a pessoa não ler
André Anlub