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Mostrando postagens de Setembro 26, 2010
POLITICAGEM (Parte 1)

Se liga que vou te contar agora
Como acontece essa triste estória
O lado mais pobre um trabalho árduo
O outro lado representa a escória

Uns morrem de fome numa fila
Outros compram porcelana
Uns se perdem da família
Outros brigam por herança.

Viver com dividas não é vantagem
Você é quem paga essa politicagem
É vereador, deputado, senador ou presidente.
E o povo ta doente ta sem dente ta demente

Politicagem os babacas e as bobagens.
Cara de pau, ipê, jacarandá
Até onde essa zona vai parar.

Pra tudo ele tem resposta
Sempre uma proposta
Sem jeito, indecorosa

Sobe em um palanque
Um terno, uma gravata
Com um sorriso
Preparando a mamata.

Estende as mãos
Estende os braços
Se desfaz em pedaços
Tudo vai resolver.

O mundo ficar quadrado
O inferno, congelado.
É só ele prometer.

Já sabem de quem eu falo ?
Mas é melhor, eu me calo
Se não, vão me prender.
Vou indo sem rumo sem graça
Andando por toda praça
Até desaparecer.

André Anlub


POLITICAGEM (Parte 2)

É um pais que reina a violência
Um governo uma indecência
Disc…
NÓDOA (Integra)

Passou percebido como um terremoto
Teceu vários olhares
Sons inóspitos para alguns
Agradáveis para milhares

Rebeldia de uma meretriz
Capitalista convencional
Compra, comprará, comprou, quem quis
Absolutamente fenomenal

Mulher perfeccional e pérfida
Adjunta de tudo e todos que te convém
Sua índole muito maléfica
Fazia do mais importante um ninguém

Seguia com o nariz apontando para o céu
Fazia de qualquer Deus um réu
Mais bela, inteligente e realizada
Dona do tudo, quase tudo e do nada

Sempre foi uma rainha que não transige
Não precisava de um rei só
Não tinha dó, nem ré, mi, nem lá......
Quando morresse viraria ouro em pó

Essa rosa linda do jardim
Teu perfume surreal
És oferecidas para mim
Em uma crise existencial

Subjugava teus valores decorrentes
Não te importas com a dor
Nunca és coerentes
Somente de tua própria vertente

Engoles o mundo e arrotas
Esnobe como sempre és
Abre tuas idéias, comportas
Perfeitas da cabeça aos pés

Ergue muralhas de beleza
Sem fim e nem comparação
Melhor que a mãe natureza
Tens…
Um Moinho

A travessia é dura
Dias de chuva, noite de frio
Dias bem quentes, noites sombrias

Nesse caminho confuso
Nessa estrada sem placas
Entre o reto e o obtuso
Todos afogam suas mágoas

Com a bota furada
Pisando em barro ou em pedra
Pronto em pé ou na queda
Tiro o melhor na caminhada

Se encontro uma rocha grande
Serve para descansar
Se encontro um mar
Sou filho de navegante

Se a fome quiser ser minha sombra
Como um pedaço de pão
Se não saciá-la
Posso matar um leão

Tudo posso e tenho
Se a força não me faltar
Como um moinho de água
Que mesmo se o poço secar
Usa o vento pra roda......
Nunca parar de girar.

André Anlub