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Mostrando postagens de Outubro 22, 2011

“Desabaflorando”

Hoje acordei perturbado, na verdade nem acordei
Nesse sucumbir, perdi a guerra, minha missão
Desarmado, “desamado”, sou um “não”...
Em um poço sem fundo, por dentro da lama, no fogo... Sou rei.

Reinando no ruim, posso tocar o céu
Pronunciar o som do amor, do ódio e da morte
Que tal ser a saliva ácida da besta... Ou até o mel
Da sangria desatada, que faz rios, sou o corte.

Fatos e revoluções habitam minha mente
Minh'alma quer ser livre, ela tenta novamente
Enxergo o que quero, quando e como quero.

Falo devagar, como um ébrio maldito
Faço citações de papiros do Egito
Crio rimas poéticas, jogo fogo em tudo... Sou Nero.

André Anlub