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Mostrando postagens de Novembro 25, 2011

Pelas marés II

Será doce despedida – sou descobridor
Afago amargo - sou nauta do amor
De repente um metediço Fenício
Em minha galé de imaginação e ofício.

Por dentro de tempestades – calor e frio
Mesmo sem bússolas - cem ondas gigantes
Convicto e forte, sustento meu brio
As marés e as luas são belas amantes.

Sobra abaixo o mar e acima o céu
Meu coração é um barco de papel
Sei que jamais nada será calmaria.

Mesmo em perigo eu clamo batalha
Se não está a contento, puxo a navalha
Corto nossos laços, futura vida sombria.

André Anlub