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Mostrando postagens de Março 5, 2012

Das Anuências

Sinto sua farsa, faca que tenta tocar-me.
Palavras pesadas - Cristais de gelo que se lapidam em pontas prontas, tontas, que se propõem a ferir e rasgar.

Da sua boca saem venenos, voz atroz que de momento visa matar.
Das ventanias que criam desavenças, em varias crenças que inventa, vive e usa para apoiar-se.
Seu desdouro levanta voo, se perde no espaço, sem rumo, sem leme e sem retorno.

Mas também sinto sua verdade, maquiagem que me faz mais belo
Olhares leves – plumas das mais raras aves, presenteando o mais talentoso poeta, que se propõem a inspirar.

Dos seus olhos saem paixão, veracidade.
Um grande mar, um lindo céu.
Puramente e tão somente a razão de um amar.

Desse misto de emoções, de perfeição e o avesso
Da vida, que você faz de adereço...
Quero fazer parte.

Quero rematar e ser completo
Quero o certeiro e o hipotético
O atlético e o peso morto
Quimera de seu seguro porto...

Só quero.

André Anlub

Foi hoje pela manhã

Imagem
Solto os verbos com as rimas
Loucura sob o céu que observa
Fortes são minhas asas que vão ao vento
Fazendo do meu mundo minha quimera.

Sem bússola e sem direção
Emoção no contato com novos povos
Povos com ritmo, sem inadequação
Que eternizam a ação do tempo.

Nas paredes descascadas das igrejas
Visíveis imagens do envelhecimento
Desmascaram as pelejas
Nas esquinas religiosas.

Joelhos ao chão em devoção
Entregam-se ao fado hipotético
Aproveito e solto meu canto patético
Afiada e desafinada oração.

Na saída não apago a luz
Entregue ao provável destino
Com estilo de esporte fino
Nos pés um belo bico fino.

Charuto cubano no boca
Fito no horizonte o disparate
Aceno para qualquer boa pessoa
Quero à toa uma guarida.

Volto do meu voo imaginário
Toquei o belo azul turquesa
Preservo com idoneidade e clareza
O que ponho no papel da minha vida.

André Anlub (05/03/12)



Imagem: web/Grécia