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Mostrando postagens de Março 9, 2012
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Decapitação à francesa

Por entre muros altos de pedras de arenito
Esquivando-se das cruéis flechas em fogo
Vejo-me invadindo a comarca inimiga
Na insensatez de um lúgubre rito.

Somente digo quem sou...
Abrindo mão de descer por um ralo depravado
Minha pulcra essência estará à mercê
Sei que só assim farei parte do seu legado.


Tenho a alma transbordando nesse doce momento
Um palpável amor que vai ao alto tormento
A devoção é promessa que nunca se viu abalável
Amparo é a certeza de jamais ser recusável.

Derramarei meu deleite ao máximo desatino
Seguirei suas pegadas nas areias quentes do destino
Em meus sonhos um querubim me confidencia...
Por trás dessa máscara negra há um mortal amável.

Por fim verá uma decapitação à francesa
Minha cabeça rolará por sobre o gramado
Na minha boca um sorriso estampado
Piscarei os olhos para a nobre condessa.

André Anlub

Dos Fetiches

Posso passar as manhãs de domingo com você?
Faço aquela massa de pão com alho que você adora
Faço suco de acerola, da nossa árvore do quintal.

Pensei em vermos aquele filme do cachorro...
Aquele que você sempre chora!
Confesso que em mim desce uma lágrima no final.

Podemos, após o filme, nos beijarmos em ventania...
Mas o amor, faremos serenamente
Orquestrando nova sinfonia
Na varanda sob a lua crescente.

Em seguida tomaremos um maravilhoso banho quente...
Quiçá na jacuzzi, com aromatizantes e ervas calmantes
Com “only time” da Enya de fundo musical
Agora somente a luz de velas.

Podemos novamente fazer amor
Com mais ardor.

As espumas na água formam desenhos
A luz do ambiente compõe de forma majestosa o cenário.

Quando tudo acabar poderemos prosear
Perguntarei o seu nome...
Seus gostos e preferências...
Se hoje fui o seu homem...
As suas andanças...
Sua profissão e reticências...

E por fim, nos dedos vazios...
Colocaremos novamente as alianças.

André Anlub