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Mostrando postagens de Março 12, 2012

Das fadigas

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São sete horas da manhã...
Despertador a todo vapor
Acorda e procura o chinelo...
O cão pegou
Foi descalço ao banheiro...
Urinou.

Olhou no espelho
Leve molhada no cabelo
Passou um pente
Lavou a cara
Escovou os dentes.

Vai à saleta da sala...
Liga os dois celulares.
Vai à cozinha...
Copo de leite e cumbuca.
Senta-se à mesa...
Cereais com fruta.

São nove da manhã
Chegou à labuta
Muito trabalho, muito malho
Enrola até a hora do almoço.

É meio dia
Caminha até a pensão ao lado
Hoje não tem nem trocado
Pendura novamente o almoço
O moço já fica irritado.

São seis da tarde
Bate seu ponto de saída
Entra na condução que já lota
Apertado, um inferno de volta
Quebra o ônibus na avenida.

São dez da noite
Chega em casa atrasado
A vida pra ele é um açoite
Cansado, só pensa dormir.

O fardo que tem que cumprir
Aos olhos de algum pessimista
É um elo que só faz desunir.

Mas ele carrega o lema...
Quando sorri e manda uma banana pra vida
A mesma se faz recíproca
E dá alento às saídas.

André Anlub