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Mostrando postagens de Março 19, 2012

Poetas

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Qual o preço da poesia?

Poetas emprestam sua alma
Pecadores com demasiada inocência
Muitas vezes se doam na íntegra
Faz do rotineiro suas infinitas linhas
Linhas de conveniências.

Nos rascunhos da vida uma mímica
Expostos ao mar de conceitos
Nau de papel frágil à mercê
Em corações desatentos ao leito.


São feridos e açoitados
Nem sempre coitados
Faz parte da arte.

Toca, e com o toque discreto de poeta se faz uma sinfonia
Ironia dos sentimentos
De desconcertantes lamentos são sinas das razões
Poetas sabem se estender...
E nessa extensão sentem o doce e o salgado da inspiração.

Poetas respiram
Petas respeitam
São pais e são filhos
Conspiração do impulsivo.

André Anlub

Revelação

Raivoso cão sem dono
Entre vielas escuras das artérias
Veias cavas, inerentes
Equilibrando-se por entre fluxos e refluxos
Lá vai ébrio sangue azul.
Alcança o ápice no tálamo
Como uma erupção sem controle
Arruinando meu corpo
Ovacionando a saudade

André Anlub

Dos antolhos

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Quero um apropriado escudo Celta
Pois há lanças voando sem rumo
Almejando ébrias mentes sem prumo
Mas por acidente a mesma me acerta.

Quero o melhor dos virgens azeites
Pois nas saladas só tem abobrinhas
Na disparidade de várias cozinhas
Todos adotam a mesma receita.

Quero ver e ler o que outros registram
Sem antolhos nem cínica mordaça
Sem caroço impelido na garganta
Faz o engasgo que mata na empáfia.

Mas não só quero como também ofereço
Meus singelos poemas com terno adereço
E com pachorra e olhos modestos
Vê-se admirável o que era obsoleto.

André Anlub