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Mostrando postagens de Março 24, 2012

Uma pulada de cerca

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O embuste e o arcano entram pelo cano quando se descobre o amor
Descem aquém do ralo e perdem o faro como um cão sem dono
O amor é colosso, multicolorido e de aura desmesurada
Por si só já é um exército - não necessita armada nem patrono.

Manda calar em silêncio e desmascara a arrogância
Jamais conheceu a ganância, nem tampouco a demência.
Mas o amor pode ser confundido...
Por um ser oprimido que arquiteta sua inocência.

Como uma alta montanha é a deleitosa paixão
Mas não esse monte que logo vem na mente - com neve
Está mais voltada para uma muralha - um vulcão
Pode ficar eternamente em uma vida ou ser breve
Ou uma deliciosa e passageira emoção.

Em suma... Agarre-se nessa dopamina
Se dope do casto e verdadeiro anseio
Arrume um meio de dobrar essa esquina
Depois retorne a rua calma da sua história.

André Anlub



Imagem: web

Insanidades

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Teria que ter sido pelo menos companheira
Mesmo não cobrando o amor que ela devia
Não importa cargas d’água tenha denegado
Diz que viu duendes, vacas voando, unicórnio alado.

Teria que ter sido pelo menos afeição
Mesmo se nada cobrassem, nem um beijo perspicaz
Nem se o desejo vem ao acaso ter sido esnobado
Meu corpo era seu leito, do seu jeito ao seu agrado.

Teria que ter sido pelo menos sincera
Calada no nosso leito, fechando-se e indo ao sono
Trancada a sete chaves, deixando-me em abandono
Parte da realidade pintada como quimera.

Teria que ter sido pelo menos uma verdade
Sendo personagem da imaginação mais fértil
Viva no papel, nas ideias, um lindo sonho
Que me deixa cancro exposto, frágil e medonho.

André Anlub