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Mostrando postagens de Março 25, 2012

A Epopéia de Denise (caixa de Pandora)

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Como se começa uma história?
Algo que pode ter acontecido!
E se a mesma não existe na memória
Posto que é um fictício ocorrido!

Denise caminha em uma praia
Mesmo que o sol não raia...
Sua alegria insiste.

Se depara com uma caixa
Um baú velho e pequeno
O abre, deixando escapar um veneno.

A caixa...
Dentro havia um sonho
Remeteu-a a outros lugares
Voava por entre vales
Sentia na face leve brisa gélida.

Despiu-se de todos os seus disfarces...
Reviu todos que já se foram
Todos que por ela eram amados
E ela por eles.

Viu a morte, passou tão rápida e inexpressiva que, na verdade, poderia se tratar de uma nuvem negra!
Nuvem pequena e inútil
Dessas que não fazem chuva
Mas dependendo do ponto de vista
Pode fazer sombra
Tirando o reinado do sol.

...Voou sobre a ilha de Páscoa
Sorriu para seus mistérios
Atravessou alguns deltas de rios
Do Parnaíba ao Nilo.

Ao anoitecer viu Paris
Sentiu seus perfumes
Por um momento os odores a levaram a campos
Como se estivessem presos a uma redoma de vidro.

Foi testemunha do nascimento de uma p…

Dos Bardos

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É pensante, mas sóbrio poeta insurgente
Daqueles que anseiam tirar poesia de tudo...
Menos do que o toca no absoluto profundo
Pois nele, o mesmo, é extremamente faltante.

Precisos são seus pontos, vírgulas e aspas
Às vezes palavras ásperas que consternam o humilde
Notória sincronia com o público que aclama
Forca em praça pública com linchamento e chamas.

O bardo é liberdade, Ícaro que deu certo
Sem normalidade, sem torto e sem reto
Eqüidistante do mundo mora no cerne da alma
E com doação e calma, conquista os sinceros.

Mas há poeta que grita abraçado ao berrante
Só vê perfeição nos seus soberbos espelhos
Pois Narciso é conciso e sem siso é errante.
Cai por terra, dúbio, e vê-se de joelhos.

André Anlub



Luzidio

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Seu amor é luzidio
Intenso e ao mesmo tempo brando
Quase doce suicídio
Vida após extinção.

Busco no cerne, no coração esmiuçado, o soluto
Busco o calor absoluto, mas a energia térmica é fria.

Calafrio, calo e ouço, calabouço
Não sinto nada, não sinto nem dor.

Meu amor é breu
Apogeu do asco
Cego que só nego...
Tudo que seu amor me deu.

Mas juntos nosso amor é neutro
Uma soma do sincero com corriqueiro
Céu ou inferno não importa
Nossas portas sempre abertas...

Dão passagem ao amor verdadeiro.

André Anlub


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"Tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora"
- André Anlub -

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"O embuste e o arcano entram pelo cano quando se descobre o amor"
- André Anlub -