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Mostrando postagens de Março 31, 2012
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Hakuna Matata

Todos nós temos nossos gritos de guerra
Uns saem com veemência do âmago e atinge altas altitudes
Outros são soturnos, mas nem por isso tem menos força
Cada qual depende das pessoas e suas vicissitudes.

A cobrança exacerbada e permanente que passamos na nossa vida
Algumas portas que não se abrem e algumas estradas sem saída...
Fazem cada vez mais ser comum a convivência com tais gritos.

Quem nunca sentiu aquela imensa vontade gritar bem alto...
A cada lágrima de amor que cai em insistência...
Cada punho cerrado de raiva por um calote que levamos...
Os inúmeros deboches estampados na cara da vida...
Mesmo sabendo que tudo é intrínseco desde a nossa nascença.

Cada qual encara os problemas da sua maneira
O tropeço jamais deveria merecer apreço
O inimigo jamais deveria trazer perigo...

Preto no branco, e se a coisa está preta
O branco prevalece na nossa bandeira.

André Anlub


Imagem: web

De vento em popa - (do livro: Poeteideser)

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Caindo na real
Buscando a porta de saída
Tirar o espinho da rosa
Tendo alguma chance ainda

Uma caminhada de vento em popa
Só faltaram as velas
Ganhou tudo, até minhas roupas
Não via mais graça nelas

Queria o complemento mais puro
Amor, atenção e paz
Nada de contentamento obscuro
Jazigo é você quem o faz

Infidelidade da imaginação as avessas
Criação natural de fantasmas
Vagueiam por uma mente ativa e criativa
Bicho de sete ou oito cabeças

Sem paradoxo nenhum
Emite, omite a realidade
Flexibilidade de jeito algum
Inadequação de uma idade

Sem valor mesmo que seja ouro
Um tesouro no mais profundo oceano
Desengano que lhe arranca o couro
Um dia que tem duração de um ano

Avaliação do inenarrável
Sustenta sua forma mais impura
Uma violência cruel mas amigável
Realidade que virou conjectura

André Anlub

Boneco de engonço

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Vivia teleguiado pela mídia e suas filiais
Encontrava resposta para tudo nos seus tele jornais
Indignava-se e sozinho resmungava sobre o bem e o mal
Sua opinião mudava conforme ele mudava o canal.

O ibope era o único divisor de águas que havia
As palavras saiam ao vento, pois a televisão nunca respondia
Não sabia que era um atrapalhado boneco de engonço...
Nem que estava em cárcere com a corda no pescoço.

O pior cego às vezes é o que quer ver
Regando as mazelas da vida e as vendo crescer
Sem saber que muitas informações são manipuladas
E outros mil escândalos nunca darão em nada.

Temos que esmiuçar sempre o conhecimento
Lendo e relendo o que sabemos ter idoneidade
Saindo dos muros de letras que nos prendem em nossas cidades
Indo voar e se banhar em outras chuvas e ventos.

André Anlub


Imagem: web