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Mostrando postagens de Abril 2, 2012
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Ledo engano

Ouvem-se boatos que o amor não vale a pena
Insistem em citar as uniões que deram errado
Evidenciando nas relações o sigiloso pecado
Colocando fogo no teatro, desdourando a cena.

Filosofando sobre o amor e o mundo
Hoje amanheci bastante confuso
Quase discriminando o certo ou errado
Sobre o que é ser vitorioso e fracassado.

Descobri em velhas trilhas os caminhos novos
Cada qual escolhe o que quer, é bem sabido
Mas propender para o atalho é um ledo engano
Antigo clichê que é dormir com o inimigo.

O amor é intrínseco no ser mais brioso
Meticuloso com a mais esplêndida jornada
Eleva as nuvens, voando baixo, o ser vistoso
Sempre o amparo da sensação resignada.

André Anlub

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(Singela homenagem ao grande Chico Xavier no dia que completaria 102 anos)

O Encontro

Uma luz de um brilho forte
Meu coração em grande doação
Puro e verdadeiro me dei e ainda posso me dar mais
Quero seu amor... Peço sempre em oração.

Dizem que é impossível, pois já desencarnou
Mas ainda sinto forte sua presença
Depois da morte não sei para onde vou
Quero acreditar ainda mais na sua crença.

Pegarei a caneta, tente falar comigo
Um murmúrio ou um sinal... Qualquer coisa então
Cansei de banhar as folhas com meu pranto
Lágrimas e arrepios de ocasião.

Quero me ir para ver se lhe encontro
Vale o risco... Nesse caso nada é em vão.

Tomaria veneno e um quilo de calmante
Só para lhe ver chegando como um sonho bom.

André Anlub

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Sentimentos Confusos

Caminhando no parque pensei em você
Entre a neve que cai e o vento frio que bate
Na mente momentos que nunca vou esquecer
Pensava tão alto quanto um cão que late.

Seria o ódio e a saudade ou o amor e a vaidade?
A confusão era tamanha que nem sei a verdade
Colocou fogo nas cinzas que pensava tê-las extintas
Como pegar um kandinsky e borrá-lo de tinta.

Lembro das crianças que não chegamos a ter
E nos dias frios um ao outro aquecer
Das falácias que saiam da minha ébria boca
Mesmo assim você sorria e se fingia de louca.

Mas chegando em casa e enfim aquecido
Descobri que a saudade é maior que a loucura
E saber que apesar disso, sou jamais esquecido
Me esperava deitada completamente nua.

André Anlub

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A Casa do Sonho - Uma prosa louca

Uma bela casa... Parece assombrada
Parede violeta... Pode ser roxa
Meio descascada... Mas ainda está nova
Torneiras de prata... De realeza
Um piso beleza... De tábua corrida
O lugar, não sei... Só sei que é bem longe
Também não importa... E não importa mesmo
É de frente ao mar... Sinto a maresia
De fundos para as montanhas... Tem um grande terreno
Eu abro a porta... Morrendo de medo
Começo a andar... Vou andar devagar
Um clima ameno... Sinto um pouco de frio
Tem um segundo andar... Sigo com medo
Com linda sala de jantar... Penso em ficar
Amplo escritório... Lembra meu quarto
Colado a sala de estar... Perco-me no pensar
Bem em frente ao mictório... Acho que vou rezar
Grande corredor... Qual oração?
Um cão labrador... Será que o chamo?
Ou seria uma cadela?... Vou deixar para lá!
Na frente da casa uma árvore... Com um belo balanço
Vejo pela janela... Um ar gelado de doer
Um pé de abacate... Deu-me vontade comer.

Cercando a casa... Um cercado bem novo
Um pequeno pomar... Belo pom…