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Mostrando postagens de Abril 8, 2012
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Somado Ao Mais Do Múltiplo Do Resto (Parte I e II)

Me beijas com todas as forças
Me digas que sou eterno
Nunca me escondas que és moça
Quero viver amor paterno.

Sempre no sossego da calma...
Desnudo de satisfação
Negas a libido que alcança
Filha da disposição.

Tudo somado ao mais do múltiplo do resto
Incesto que nunca ocorreu
És minha por isso confesso...
Embriaguei-me de um sangue teu.


Seco por fora e por dentro...
Molhado pela imaginação
Sorrindo de puro desprezo
Chorando bicas de solidão.

Um ostracismo ímpar
Incontestável peso na consciência
Ciência que nunca será resolvida
Podes chamar Freud e a realeza.

Minhas palavras podem ser falácias
Mas são farmácias para te curar
Não há no ar remédio mais poderoso
Bebido, eleva em demasia tua grandeza.

Nem sempre procurei em ti só beleza
Quero abrigo, anseio, sinceridade
Dispenso a atração carnal
Só atrai mais ansiedade.

Por fim, peço tua sola na minha face
Me cuspas, me batas e arranhes
Que eu apanhe até perder a força
E que meu afeto eu mesmo disfarce.

André Anlub



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PS:

Longe do lugar comum
Te vi no corpo de um beija flor
Pairavas olhando para mim
Por sobre o campo de rosas...
Fiz poesias e prosas
Que sempre afastam minha dor.
Como em um mar bem calmo
Que bóiam papiros de salmos...
Escritos, palavras de amor.

André Anlub

Feliz Páscoa

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Inspirado em Neil Gaiman

Ela não apontou o dedo para ele
Mesmo havendo um legítimo motivo.
Diz que quem deseja não ser oprimido
Vai ter que aprender a voar entre nuvens.

Neil Gaiman disse em uma ocasião:
“Às vezes você acorda, às vezes a queda mata você... Às vezes, quando você cai, você voa.”

Ela pergunta qual o seu cartão de visita...
Supondo que a pessoa não tenha imediatamente uma resposta em mente
Ou é excesso de qualidades
Ou a completa falta da mesma.

Ela sussurra que nas duas opções nunca se deve apontar defeitos alheios
Segue jogando suas pétalas ao ar
Que com o vento colorem e realçam o caminho
Nunca, em toda sua vida, seguiu sozinha
Pois sempre deixa esse rastro ao passar.

Ele também quer deixar sua pista
Seguir à risca o manual da boa convivência
Chutará as nádegas da demência
E tentará deixar um bom aroma nas despedidas.

Se foi um sonho,
De alguma forma foi real...
Pois existiu, mesmo que por alguns minutos,
Na história da sua vida.

André Anlub