Postagens

Mostrando postagens de Abril 11, 2012
A Espera

Nesse azul gritante dos seus olhos...
como céu aberto convidando ao voo
ou um mar bem calmo receptivo ao sol.

Dentro do seu peito um coração apático
de quem ama é feliz mas incompleto
calando-se na saudade da espera.

O perdão veio e em passos lentos volto
Vou alinhar o nosso tempo
caminhando sem susto nem dor.

Somente com saudade e desespero...
de ainda não ter chegado.

André Anlub
Imagem
Desabafo de um Amor Desabrochado

É inacreditável como sou feliz ao seu lado
Um mix de emoções boas a todo o momento
Sem você preferia viver isolado
Em uma ilha só com um coqueiro.

Sentimento puro e extremo
Amor anos luz de verdadeiro
A verdade mais alta pronunciada
A cura para todo o câncer do planeta.

O bálsamo do bem derramado
Afogando todas as minhas mazelas
Meus pratos preferidos nas panelas
O cheiro do perfume do bem amado.

A pólvora exposta à chama da paixão
Implosão do calor da excitação extrema
Na ponta da língua o sim e o não
O coração é o inverso de pequeno.

É inacreditável como chego a chorar
De saudade, amor ou em um pesadelo
Sonhar em contigo não acordar
Não poder tocar em seu cabelo.

Faltam-me palavras, sobram desejos
Almejo mais e sempre muito mais
Minha vida é sua, pode me abraçar
Nenhuma alma de morte poderá me levar.

André Anlub
Imagem
O Ser Notívago

Avenidas vazias, mãos e contramãos de molambos
Pelos mausoléus de fantasmas, passam colecionadores de isqueiros inúteis...
Catando lixos, latas e vidas ocas.

Sem pressa, arrastando corrente e levando seu corpo moribundo
Andam se esquivando de nada e balançando ao vento.

Ao som de motores noturnos, a luz dos postes e faróis...
Muitas vezes os remetem a uma vida de festas,
Uma existência regada a drogas que foram trocadas por comida e sexo.

Expectativas são contratempos de eras e momentos que não passam
Das bocas as mais puras conjecturas, dos olhos as bulas de remédios de leituras
Desenfeitam qualquer paisagem, enfeiam o que de pior que há.

Na fantasia de um deles surge um pássaro de bela penugem
O canto... Uma variação de tenor e gênero lírico, sublime delírio
Com o toque de um panorama, o inverno senta na primeira fila.

Não existem sapatos, pisa descalço em uma linda grama verde
Entre seus farrapos e uma velha esteira
Acabou o artefato, passou a loucura...
Chega enfim o "canto"…