Postagens

Mostrando postagens de Maio 10, 2012

Fim de Semana das Mães

Imagem
Eu no meio e Minha Mãe na Direita (Início déc. 70)

Imagem
O BREU DO MEU CORAÇÃO

Naquela manhã de sol, meu corpo tremia,
a saudade batia, meus anseios,
a mente inquieta, a vontade temia,
a visão turva, o sol nem veio,

não aqueceu a alma minha que ia,
e que vinha em silêncio, trago alguns receios,
no vão do coração que outrora inóspito,
agora preenchido de esperança e afago.

Meu corpo frio desejava o seu.
Cobiçava um cotejo de saudade que doía.
Mesmo nessa manhã fria, longe do apogeu,
sinto a melancolia, clareza que se torna breu.

Minh’alma frígida, em sol, trago.
Em busca de momentos, ápices,
visto-me das mais belas faces,
meus disfarces, por hora, deixo de lado.

Meu coração debruça onde fomos amantes.
Na noite e no dia, nos encontros outrora emocionantes,
quero tão somente fugir das ondas oscilantes,
enfim, submergir o silêncio e o breu do meu coração...

Angela Chagas, Gustavo Drumond, Bia Cunha & André Anlub
Imagem
Crente de Amor

Embriagado do sumo do alcatrão que habita em nuvens
Nuvens de imaginação - do cume ao brejo
Sinto o desejo, impregnado em absurdos e concretos
Alcanço as engrenagens de suas carnes e ossos, suas ferrugens.

Me crio e sigo em frente pelo motivo que vicia
Essa arte de estar a sós com você
Cheiro de incenso, vida, relíquia, sorriso e prazer
Rebento que sacia, somente paz, minha cria nunca em vão

Mais uma vez grito alto
Mesmo sem motivo, mergulho e salto
Das mentiras e falácias, esnobo
Explodo, sou canhão.

Nas verdades que saem de sua boca pintada
Obra de arte do mais talentoso artista
Faz com apenas dois traços o tudo do nada
Deixa em grãos de arroz o caminho, a pista!

Mais uma vez sussurro ao ouvido
Duvido que escute, mas no fundo entende
Sabe que o amor que eu mesmo vomito
É minha fé... Absolutamente ser crente.

André Anlub