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Mostrando postagens de Maio 22, 2012
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Dos souvenirs

Das paixões, guarda amores
Da adolescência... Teimosias
Dos anos vividos... Experiências
Os seus ódios, guarda em tumores.

Andando pela praia encontra uma bela pedra de âmbar
Levanta a cabeça e fita o horizonte no pôr do sol
No momento, para ele, aquilo simboliza um amor perdido
Sente aquela dor que outrora viveu.

Colecionador de anseios
O coração é um gaveteiro
Tudo tem e tudo perdeu
Sentimentos são como frações
Faz do fundo do poço o seu apogeu.

Todos, no fundo, arquivamos algo
Alguns maquiam mentiras...
Outros tecem verdades
Uns preservam lealdades
Mas todos têm arcanos.

A cada pedra pega no chão
Cada grão de areia presa ao corpo
Há um rosto, nem sempre exposto
A "cara à tapa" dos sentimentos...

Em combustão.

André Anlub

22/05 - Dia do Abraço

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Das opiniões

Vem do âmago ou é influenciável
Nem sempre é viável, mas força-se uma barra
Se for criado solto ou debaixo de uma saia
Aparenta estar do avesso ou é puramente admirável

Opinião é sucata ou é escultura grega
Quiçá anel de ouro, furtado
Vida no esgoto e paixão pela pessoa errada
Amarguradamente, aventureiro e solitário.

Branca paz, vermelho sangue e azul turquesa
Sobre a fria mesa... Uma marmita e um finado
Uma carta em uma trincheira e o soldado
Traição, vida e morte, é a realeza.

André Anlub
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Dos Outonos

Já é outono...
Já é beleza.

Natureza com realeza e seus adereços
O endereço com a maior certeza...
É não esquentar cabeça com nenhum transtorno.

Há uma cidade com um parque no centro...
Não é o Central Park!

O amarelo e o carmim abrem o caminho
E mesmo sozinho nunca me perco.

Há uma casa com uma árvore muito cheia
No outono ela emagrece, fica mais bela
Pela janela, estupefatos, todos emudecem...

Contemplando perguntam aos quatro ventos...
“Merecemos viver essa formosura?”

Já é outono...
Já é loucura.

André Anlub