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Mostrando postagens de Maio 30, 2012
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Não me enfastio quando falo de amor

Dizem que de nada vale uma luta se não for por amor
Mesmo que não seja de um modo direto ou/e visível
Por sobre barreiras, andando por cima das águas
Atravessando penhascos e aguentando a dor.

Elogiando e rasgando seda para o verdadeiro amor...

Intrínseco e salutar, precioso e impagável
O verdadeiro é quase sempre eterno
Encontrado em variadas esferas
Quando dividido é insuperável.

Andando na fina camada de gelo do lago congelado...

É frágil, isso é incontestável
Cristal fino, bebida rara em fina taça
É mágico, enfático, abracadabra
Cada respirar, cada passo.

Lutando contra o tempo da saudade e da distância...

Se um segundo é piscar dos olhos
Sozinho é uma eternidade
Aperta o peito e cai uma lágrima
Amor é aquém e além da realidade.

André Anlub
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Homenagem ao Suassuna

Fui na onda do Suassuna
Na arte de criar, recriar
Me deixei levar nas asas de um pássaro
As Conchambranças de Quaderna .

De um humor raro
Do puro amar
Um poema no ar
Grande atmosfera.

Aguçando meu faro
Soltando as feras
Do redondo ao quadrado
Enterrando as mazelas.

Surfei nas letras do gênio
Dos livros ao tablado
Com as palavras ele emite.
Com amor pela leitura
Faz da imaginação escultura
Na cultura que transmite.

André Anlub

"Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa."
- Ariano Suassuna -


Suassuna vai representar o Brasil na disputa do Nobel de Literatura de 2012

O escritor Ariano Suassuna vai ser o candidato brasileiro na disputa pelo Prêmio Nobel de Literatura de 2012. O autor paraibano de obras como O Auto da Compadecida e A Pedra do Reino teve a indicação aprovada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado.

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Índole Intocável

Vagabundos catando latas
Mendigos revirando lixos
E gira a esfera.

Uns a chamam de vaca
Uns xingam de bicho
Mas a índole não se faz fera.

Sonhava com um lugar ao sol
Outro pequeno espaço na lua
Um simples cantinho na terra.

Sonha com a justiça para todos, como sombra
Pois morrendo de fome pode ser o cão... Mas não ladra!
Quiçá uma utopia que carrega e esmera.

Sonhará com um papel especial no mundo
Despindo-se de quaisquer culpas
Descendo as ladeiras e batendo panelas.

André Anlub