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Mostrando postagens de Junho 17, 2012
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Uma pulada de cerca

O embuste e o arcano entram pelo cano quando se descobre o amor
Descem aquém do ralo e perdem o faro como um cão sem dono
O amor é colosso, multicolorido e de aura desmesurada
Por si só já é um exército - não necessita armada nem patrono.

Manda calar em silêncio e desmascara a arrogância
Jamais conheceu a ganância, nem tampouco a demência.
Mas o amor pode ser confundido...
Por um ser oprimido que arquiteta sua inocência.

Como uma alta montanha é a deleitosa paixão
Mas não esse monte que logo vem na mente - com neve
Está mais voltada para uma muralha - um vulcão
Pode ficar eternamente em uma vida ou ser breve
Ou uma deliciosa e passageira emoção.

Em suma... Agarre-se nessa dopamina
Se dope do casto e verdadeiro anseio
Arrume um meio de dobrar essa esquina
Depois retorne a rua calma da sua história.

André Anlub

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DIAMANTES DE SANGUE

Como um presente esperado
Nas mãos, aquecidas com luvas
Estendidas e espalmadas
Lisas e leves como plumas.

Alcançam um inferno estrelado
Abafam gemidos e gritos de dor
Que por fim, pensam que tocam o amor
Coroam um rei e seu reinado
Ouvindo o mais terrível louvor.

Um diamante vindo da África
De suor, de sal e sangue
São pedras, a saga de uma gangue
Que alimentam, com a fome, sua máfia.

O povo, com humildade e inanição
Comete em si próprio, eutanásia
Perde o orgulho para a ambição
Não vê que de certas bocas saem falácias
E anda, por pura vontade, na contramão.

E assim, mais uma vez explorado
Sem arma, comida e força
Um continente, que o contente ficou atolado
Tem o tamanho, a dimensão da sua forca!

André Anlub