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Mostrando postagens de Julho 27, 2012

TURBILHÃO...

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São cacos, sim. Cacos
que brilham ao chão 
Turbilhão, tubarão
Caçadores de mim


A vaidade não me impele
Minha idade, um querubim
Em sonhos me revele
voar para além do fim


São sonhos, sim. Sonhos
que navegam pra fora da escuridão 
Intenso e extenso, em puro lume
Vagalumes risonhos


Levo no meu cajado rebanhos
Permito-me à imaginação
semeio contos, romances e ilusão
e colho estrelas com brilhos tantos


Constelo um novo céu
que na retina se refaz 
Volto então ao turbilhão
Aos anjos e luzes


No papel o fel da plenitude
Vasto na embriaguez ao léu
Abro mares intensos,
correm todos os eus, escarcéu


arranha-céu de folhas desnudas,
regadas de tinta e sal 
Novamente os cacos e sonhos
cruzam minha incerta estrada


O perdão de fala abrupta
Sinceridade exposta nessa caminhada
Assento em calmaria a brasa
para aquecer o frio, a queda, toda jornada


Substituo frases, texto e poemas
por silêncio, mantra e um sorriso
Acompanhada de mim sigo
encerrando aqui o turbilhão de teoremas 




André Anlub e Bia Cunha
Das arapucas

Um queijo novamente está à vista...
Perto e perfumado
Mostra-se muito simples
Mostra-se muito fácil...

Algo emana pelo ar do porão.

No buraco não se coloca a mão
No furacão não importa o errado
A ratoeira almeja o seu rato...
Mas há a eficácia da incoerência.

A proposta torna-se conveniência
Assina-se com sangue na carne
Foram os dedos, ficaram os anéis
Preocupa-se em levar vantagem.

Armadilhas das caminhadas e voos
Clarezas nos dias que somem
No chão ou em imensuráveis alturas
Águia fita o alvo, loba fita a vítima.
Todas alcunhas do bicho homem.

André Anlub