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Mostrando postagens de Julho 28, 2012
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Olhos e mãos

Olhos que fitam o azul celeste
Pensando em um dia desvenda-lo
Olhos que veem vultos por detrás de ideias
Sabem da capacidade do poder imaginário.

Ousadia das mãos...
Plantam e criam
Remetendo os seres ao mais adiante mundo
Ser que fica desnudo
Ser que fica vestido
Todo e qualquer atributo.

Olhos que mergulham em longínquas profundezas
Tirando o corpo físico do lugar comum
Olhos que trafegam no vão e vêm de letras
Na mão e contramão de amores e lendas.

Mãos de um ser...
Rápidas, elas desvendam segredos
Revelam medos da mais delicada forma
Transmitem o que dos olhos já foram vistos...
Ou até mesmo o que gostariam de ver.

André Anlub

Quem caça um poema?

Já nem sei por onde anda
No gole, na gola, na manga
Nem sei de onde veio
Do ventre, da saia, do seio.

Sei que em bares é citado
amado e temido.

Sei que fica exposto aos olhos
e dos olhos sorve o pranto
Das mãos às vezes é santo.

Dizem que é dissabor e contentamento...

No seu corpo tem amor
no coração, lamento
Dizem a má e a boa língua
Que é terra, mar e vento.

André Anlub