Sexta Poética (parte II)




Corações inteligíveis

Ah, nesse amor descolado, desnudo
das mais gostosas traquinagens
organizando as engrenagens
desorientando meu mundo.

Acordo afogado no pranto
praticamente um tsunami violento
que fez-me lembrar dos tantos encantos
que migraram para o desejo vagabundo.

O tempo se esgota, é a gota d’água
que desagua na grota e no vento
pois invento a lorota da mágoa
por não encontrar meu contentamento.

Perco a razão do vivente
mas no convívio, dentro de um conto
lapido do meu jeito o sonho
e à francesa, saio pela tangente.

Ah, sei que o seu pensamento é só meu
e em um breve instante, em branco
escorrem os pigmentos mais francos
e colorem todo o nosso apogeu.

André Anlub®
(16/5/13)

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