Espantalho de força motriz

Ao ver teu choro, 
Da fumaça danada,
Senti-me com uma facada,
Uma dor aguda nos ossos,
Na alma e no peito.

Nos olhos as pupilas dilatam,
E na lata, o vermelhidão do sem jeito,
Pela carência de ar da imposição do respeito.

Limpes esta lágrima!
Não a deixe chegar ao queixo.

Da pátria és filha,
Levantes o nariz,
Tal qual uma pessoa arguta.

Sabes do queijo e da ratoeira,
Conheces o corvo e resguardas o milho,
Como espantalho de força motriz.

Já sabes que haverá crítica,
Culpas, culpados,
Prisões e clareiras.
Te esquivas das pedras quando ouvires asneiras,
Da boca do filho de uma meretriz.

André Anlub®
(16/6/13)

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