Sou como aquele gato malhado,
Com as pretas e firmes patas,
Que deixa seu afável rastro,
Vagando nos gélidos telhados,
Nas auroras de inverno,
Num bairro de Itaipava.

André Anlub® 
(19/6/13)




Óleo da mola do mundo

Mesmo o planeta sendo redondo,
E fazendo frio nos polos.
Nada mais importa,
Pelo menos agora.

Após a ideia original,
De algo ser descoberto,
No som - aos olhos - ao toque,
Tudo vira cópia.

Não podem expor a verdade,
E não ligam se alguém o fizer.
São loucos que rasgam dinheiro,
Com o sorriso de um rosto inteiro
No mistério do palhaço e o sério.

Então voltam-se somente pro lucro,
Para a pobreza de míseros vinténs,
Com o viés do santo sepulcro,
Ou a graxa da (es)mola do mundo.

André Anlub® 
(19/6/13)

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