A lisura da mentira mais pura

Toques de melancolia e enfoques de respeito,
E o grito ecoa, assim, saindo do peito.

O ar rarefeito e o vai e vem de pernas,
Acorda – hiberna,
Como alguém havia dito.

Na cabeceira os anéis de ouro branco, 
O pranto nos olhos reflete no espelho.
As mãos lavadas na pia do banheiro,
E na cozinha a sinfonia de um ovo frito.

Uma caixa se abre e aquele lindo presente,
Que lembra o passado e prevê o futuro,
Que faz inoportuno me dizer doente,
E assim, tão ausente, enraizei no escuro.

Eis o calor dos novos tempos,
Nas fronteiras ultrapassadas que lapidam os dias,
Nas vias congestionadas por carros e catarros
E o odor do suor mais limpo da história
Que se espalha aos ventos.

E há o doce momento,
Uma dentada na fruta,
A amada desfrutada,
A tonalidade da vida,
Nos botões das flores,
E nos de liga e desliga.

André Anlub®
(28/7/13)

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