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Mostrando postagens de Maio 6, 2013
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Manhãs de inverno
Houve mais limpidez nos sentidos mais íntimos lembro-me, faz tempo, mas lembro-me. Tive uma incontrolável sede, boca seca e tinha também suor nas mãos. Estava quase moribundo, necessitado, cego. Mas a própria sede, e um aperto no peito, que me fizeram caminhar.
Nessa dita época meu ser era como um robô com o meu corpo de lata que só almejava o teu. Eu ia de encontro, com muito gosto cambaleando, atônito, e sem visão periférica só via o teu corpo, teu rosto e sempre querendo conhecer-te mais e mais e mais.
Quantas noites te vi dormir um pequenino feixe de luz, traço de sol, incidia na tua tez lembro-me. Eu fechava um pouco mais a janela, te cobria e logo após voltava para dar continuidade à apreciação.
E quando te perdi... quantas madrugadas em claro calor e frio aos prantos pela saudade, pela amargura de não ter-te mais.
Lembro-me e não faço a menor questão de esquecer daquelas doces manhãs de inverno.
André Anlub® (06/05/13)
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Bonifrate
Nem imagino por onde é o começo quiçá pela dor que corrói em saudade nessa idade que se iniciou o apreço que migrou para incontrolável vontade.
Decompondo o corpo de bonifrate (brinquedo) trazendo a pior das tramas do enredo.
O coração tornou-se ferro e ferrugem carecendo do óleo quente da amargura talvez o erro de almejar o impossível senão a demência de só ver a negrura.
Não tenho mais rotatividade na alma velho, meu coração anda torto e o porto que há muito tempo vazio expõe os corais de um amor absorto.
André Anlub®