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Mostrando postagens de Julho 25, 2013

25 de Julho - Dia do Escritor (parte II)

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Um ser imbatível
Avise-me quando tiver um tempo, Caso eu não esteja, por favor, deixe recado. Passo por maus bocados sem a menor notícia sua, Vivo um grande tormento olhando os velhos retratos.
Para o meu conforto tenho seus poemas tatuados, Ás vezes os leio a esmo para desmanchar possível mácula. Vejo uma fábula que outrora romance barato, Erguer-se das cinzas, renascer do cálido aborto.
Agora vago tão-só, sem rumo, em nuas noites sem lua, Em garrafas de gargalo torto, vivo com a vida nas mãos. Cambaleando na esperança do zero multiplicado por doze. Na dose dos passos brandos, gasto meu quinhão.
É, sou impostor vivente, fantasioso e sensível, Mas é vantajoso passar o inverno nessa novela. Pinto com aquarela a imagem de um deus no céu, Escrevo no papel minha quimera de um ser imbatível.
André Anlub® (19/7/13)

O Último Cangaceiro de Lampião

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Foto: Marcio Vasconcelos
Morreu ontem (24/07) o último cangaceiro do bando de Lampião, Manoel Dantas Loiola, de 97 anos, mais conhecido como Candeeiro. E assim, finda a passagem na terra desses homens (e mulheres) que protagonizaram o movimento mais polêmico da história nordestina: O CANGAÇO!

Leia mais: http://www.tribunadoceara.com.br/nacaonordestina/destaque/morre-candeeiro-ultimo-cangaceiro-de-lampiao/

O Sertão vai virar Céu
Com os pés na terra ele se sente em casa Enxada na mão, sol como irmão Na fome, sede, cedo e na raça Dá bom dia pra cactos, filho do sertão.
Na luz do lampião lê histórias de Lampião No chão rachado, passado e presente na guerra Sabedoria lhe dizendo, sempre alcança quem espera Uma massa de gente pobre que nem sempre luta em vão.
Enquanto descansa pouco, pouco ganha pão Alguns calangos o observam, outros vão pro fogo Assim se vai levando dia sim sem dia não Não se pode dar ao luxo de perder esse jogo.
Nessa vida em aberto, todos os dias são incertos No milho na cana, na cana…

25 de Julho - Dia do Escritor

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Cárcere da Criação (minha escrita)
Na imaginação madura que explode em uma linha, Que mesmo velha renasce todos os dias. Na solidão insegura... Que mesmo a perigo se fortalece com ela, Os “zás” das canetas quentes são os “ás” nas mangas frias.
O poeta perpetuado nas ideias e criações, Faz de impurezas e mazelas em seu nobre ganha pão. Na mais absoluta certeza do amor que sente na escrita, Faz dos sons recitados iluminadas orações.
Absorve do mundo, do dia a dia, histórias e magias, Juntando a verdade com o medo da mentira premeditada. Se sente o moribundo mais vivo, espelho do íntimo de todos, Voando em um mundo próprio, se perde e se cobra no nada.
Mundo surreal de ouros e de sobras, Fita um objetivo, agradar sem ser o óbvio, Por muitas vezes consegue e vai além, se desdobra.
Sendo valorizado, alimenta seu ego persistente, Ovacionado, por vezes preso a criação, Se sente em cárcere, viciado e doente, Mas no final é o medo, apego, inspiração.
A escrita está submersa em azul anil, Com sentimentos verdadeiro…