Fulano da Silva


Fulano da Silva

Deu um gole no chá verde gelado
e ao descansar a xícara, sorriu.
Viu-se num lago novamente o guri
que brincava um dia com seus sonhos alados.

Congelando o momento foi trajando o futuro
luz no fim do túnel do incerto predestinado.
No amanhã um apogeu deveras absurdo
a essência madura que utopicamente nasceu.

Viu-se feliz com o viver protegido
viu-se ungido com o suor de mil anjos.
Na boca pequena um grandioso sorriso
e aos ouvidos os violinos em arranjos.

Faz-se adulto, pecante e andarilho
com rugas no rosto e prantos guardados.
É trem de carga que não carece de trilhos
Abandonou seu abrigo - sem culpa - sem mágoa.

André Anlub®
(8/1/14)

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