Cheers (Bar dos Poetas)



Cheers  (Bar dos Poetas)

O berro - o bar - a brisa
o copo brusco que vai ao chão
e não quebra.

Um velho bilhar
que quando deixa em sinuca...
é o velho frio na nuca.

O jukebox é disputado
também o jogo de dardo...
que tem uma foto amarelada
do Sarney, toda furada.

Esse bar não abre nem fecha
é flecha sempre lançada
pois o coração do poeta
não seca - não se afoga - não nada!

Absinto é homeopático
cerveja cria uma grande barriga
o garçom pra lá de simpático...
sempre serve uma dose extra
com uma porção de linguiça.

Temos que chegar diariamente
com uma pequena prosa
que fale de espinho ou da rosa
de um culpado ou inocente.

Com ela batemos o ponto
sairemos só muito tonto
chamando urubu de meu louro
deixando a freguesia contente.

Garçom, um Southern Comfort...
e um copo cheio de gelo
aproveitando minha falta de zelo
com meu fígado guerreiro.

Hoje trouxe do meu terreno 
colhi praticamente agora
gostoso é feito na hora
deixa o ébrio ameno.

O aipim não é brincadeira
tem mais alcunha que o bardo
alguns conhecem com outro nome
pode ser mandioca ou macaxeira.

Frito desce redondo
cozido desce oval
com uma cachaça de rolha
entramos em um vendaval.

Hoje trouxe esse conto
amanhã venho com outro
vou para uma taberna
pois uma prostituta me espera.

André Anlub®

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