Dia Internacional da Mulher [parte II]

Foto: eu na cachoeira de Itaipava

Vendo nela a cachoeira

O íntimo feminino é um enigma,
indesvendável,
como o íntimo de uma cachoeira.

Tem aquela suntuosa alma,
uma enorme queda d’água,
que jamais perde a fineza.

Desce, massageando o cabelo e corpo,
lapidando a pedra,
com seu afago sempre novo,
limpo e duradouro. 

O som contínuo induz a inspiração,
(divina e mecânica),
agracia, hipnotiza.

As águas cristalinas,
onde, dentro, podemos ver vidas.
Assim deve ser nosso viver
para ser corrente, límpido
coerente, quente, frio
e objetivo.

André Anlub®
(30/5/13)

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