O renascer da Rosa


O renascer da Rosa

Nem sei como foi tão descuidado
as mais belas flores murcharam.
A terra que mesmo encharcada
necessitava do brado soldado.

Com a desconfiança, ficou sem crença
sem escrever, perdeu o hábito
Viu a doença, desde criança.
e pro seu tálamo, ficou em débito.

No breu do beco, o eco de um banjo
lembrou um beijo que buliu num brejo.

O barrir de um elegante elefante
é erudito aos seus ouvidos
é imaginação e alto-falante.

O lampejo perdido ao apagar do lampião
escurece o escândalo do acalanto no cunhal.
E no plural ou na fração do som
só ele e o tom
só o bem e o mal.

O solo fértil e febril fervente
pelo verão que derrete a solda
soldando o corpo que ante doente
o brado soldado à casa retorna.

Surgiu de praxe, regressou à escrita
avistou o verso, cantarolou a prosa
e a liga que escorreu bem quente
foram seus prantos que despertaram a Rosa.

André Anlub®

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