Manjando o Kilimanjaro



Manjando o Kilimanjaro

Tanto tempo contemplando a inventiva montanha:

Mais tarde, quem sabe, a alma fale e olhe com olhar sedento;
Quem sabe exprime, em música e rima, a saudade e o lamento.

Mais tarde, quem sabe, tal angústia suave e em silêncio,
Desça sem freio e molhe
O meu cúmplice de pano...
(meu travesseiro)

Submerso nas ilusões das palavras de tintas e nos fios de seda,
Procedo com medo, arredio, e coração cheio de ar, de vento, de ventania...
(porém, vazio).

Ficou tarde e agora troca-se o chá verde de menta
Por um copo cheio de camomila;
(quem sabe uma taça de vinho).

As torradas com mel e gergelim,
As estrelas da noite ou de um céu, enfim,
Quase tudo de quase todos,
Sumiram com a escuridão da saliva seca da saudade...
No céu da boca.

Foi-se a montanha,
É o fim...
(eu e o horizonte, sós).

André Anlub®
(27/4/14)

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