Dama de fé

Triste é jogar a amizade no lixo por causa do desacordo de opiniões,
E ver tempos depois as “opiniões” se abraçando.


Aquela fragrância de nova vida,
da porta aberta do viveiro,
Batia nos orifícios do nariz como coisa boa...
Fubá fresquinho, coco queimado, doce broa...
Acompanhada por um manacá-de-cheiro.

A respiração é ofegante,
As almas se abrem ao som da ordem;
Dizem que tão minuciosa é a vida
Que sempre certa e transcendental
Caminha toda a história.

Dama de fé
(21/5/10)

É dama de fé famélica,
Vive o amor como um Deus.
Suas ações são suas vozes,
São seus céus, versos e véus.

É dama que simplesmente faz,
Jamais quis fazer parecer;
Silencia e desmascara os atrozes
Que respondem com vis falações.

Pros falsos profetas macabros
Sorrimos com nossa benevolência,
Pois são desumanos de mero vocábulo
Que voam sem asas, nem rumos,
E pousam fazendo injúria nos castos...

No frio e quente deserto das aparências.

André Anlub

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