Sempre
é uma palavra simples
complicando tudo.

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A noite que em ti existe
sabe que cada estrela
é o sol que perdeu de ser.

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Se te perguntarem quem era
e souberes quem era,
a resposta é tua.

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Surgisse em mim a lua, num crescente,
e, como a mata densa, me ficasse,
uma revelação me revelasse
e me dançar dançava a alma ardente.

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Tinha uma pedra no meio do caminho
e, talvez,
um caminho no meio da pedra.

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Vida carregando vida.
Ninguém nas costas.
Todos em cima da terra.

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Eu vi o que fiz
e fiz o que vi.
Meus olhos depois cegaram,
mas fiz o que vi.

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O vento desgrenhado
e essa brincadeira que jamais termina
de tão séria.

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Em linha reta
anda a linha curva,
toda se quebrando.

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Não quero a tua voz calada
nem colada
na minha voz calada.

(Rogério Camargo)

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