“Imagina se cada bomba que eles jogam contra Israel atingisse o alvo, quantos já estariam mortos”. Me perdoa, amiga, mas eu tenho coisa melhor para imaginar. Imagino os fundadores do estado hebreu chegando com muito menos arrogância e abrindo seu espaço com muito menos imposição. Imagino seus irmãos palestinos recebendo-os com fraterna hospitalidade, com alegria até, não com hostilidade e resistência. Imagino a criação de um país onde não houvesse sectarismos e as diferenças raciais não fossem levadas em conta, muito menos que houvesse privilégios para uma delas. Imagino uma convivência não só pacífica como harmoniosa e complementar entre povos que decidissem não arrancar o melhor pedaço para si e sim dedicar o melhor de si para o pedaço que lhes coube e que eles honrariam com o suor de cada dia em proveito de todos. Isso acaba com  toda a minha capacidade de imaginar, amiga, não me sobra fôlego para o que aconteceria se o Hamas acertasse todas as suas bombas em Israel e o que Israel faria em represália.

(Rogério Camargo)

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