UMA VEZ SÓ

Todas as vezes são uma vez só,
tudo tornando ao pó de onde saiu;
se não saiu, ainda resta ao pó,
que segue só por onde não partiu.

Poucas as vezes são de ver o nó
deste rondó de um baile fugidio
sumir, sumiu, sumido sem dar dó
de ficar só ante o que descobriu.

Caídas as amarras emperrantes
escarras como nunca talvez antes
as hesitantes leis em que te agarras.

Talvez se te ocupasses com a vida
deixasses toda morte adormecida
e aborrecida de afiar as garras.

(Rogério Camargo)

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