CAPIM MODESTO (09)

Capim modesto à beira deste mar
abrindo os braços para um infinito
que já nem sabe mais como é bonito
não ter tamanho nem se ultrapassar.

Uma grandeza de se acompanhar
como, obediente, um eco segue o grito
de um destraçado desvalido aflito
que corre o mundo em busca de seu lar.

Ele pequeno e tudo isso em torno,
toda essa prova de não ser mais um
apenas porque a vida ali se quis.

O sol no coração é mais que morno
e estuda seriamente o que há em comum
entre a felicidade e ser feliz.

(Rogério Camargo)

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