Dueto da tarde [parte VIII]

Abro a janela para a janela aberta e para a janela aberta abrirei a janela.
Assim sendo, expondo os meus internos horizontes que fazem o montante que me completa absoluto...
Nada é mais importante que a janela aberta diante da janela aberta
A incumbência de ir além, sair do ventre, ir adiante... embarcar no trem,
Meu trem de viagem imediata, instantânea, irrevogável diante da paisagem interna
- Um afago do alento; um trago de ler Jorge Amado; uma ambiguidade é voltar no tempo e seguir no agora dentro desse fardo.
O que acontece lá fora faz uma visita para o que acontece aqui dentro,
Busca o meu Eu mais poético, frenético e farto.
É quando parto sem partir, é quando um quarto é a casa toda, é quando infarto e meu coração é mais coração do que nunca.
(...) mais uma vez, assim sendo, absoluto me concerto e me interpreto (ser o ser completo). 

Rogério Camargo e André Anlub®
(10/12/14)

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