Dueto da tarde [XIII]

Deixe do jeito que veio; aquela flecha no peito e a sensação de ar fresco;
O destino destina-se malucamente, mas sabe o que faz malucamente.
O arrebol, belo e deslumbrante, bateu em seu semblante e tornou-se mais vermelho
Aceitar as pequenas dádivas, remoer as pequenas mágoas, decidir aqui ou lá, ir adiante com o sol no semblante.
Nossa! são os dias sagrados; nossa! nada de errado na sua companhia.
O que veio do céu deixe do jeito que veio. O que veio da terra deixe do jeito que veio. Aquela flecha no peito é o ar que você respira,
É meu mundo no seu que gira e transforma-se numa folia, num novo preito.
Se é dádiva ou se é mágoa, os seus olhos acabarão me contando
E no final dos tempos restarão lembranças, versos e as horas, correndo velozmente em alinhamento, correndo sem pressa e julgamento
Para os braços do que veio do céu, para os braços do que veio da terra.

Rogério Camargo e André Anlub®
(15/12/14)

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