Dueto da tarde (XXII)




Deixo à mercê da vida o objetivo de estar onde estou
E cobro dela que não me leve aos passeios mais bonitos, às viagens mais encantadoras,
Que se esvaeçam em brancas nuvens de sorrisos todas as possíveis atribulações
E que a felicidade seja mais que um substantivo perdido entre adjetivos ou parte de uma canção de Natal.
Tem que ser assim, deve ser habitual: a benevolência caindo do céu, no seu – no meu – nas nossas felizes essências.
Se não for assim, é a cobrança, a garganta seca gritando às areias secas do deserto, as mãos de dedos com unhas querendo agarrar tudo e nada.
Se não vier do interno, não vem da alma; aceitamos as metáforas dos mergulhos lá de cima, mas sabendo que é de dentro para fora.
De fora para dentro é informação. De fora para dentro é dos outros ainda. Mesmo que seja de Deus, é dos outros ainda.
Chegar chegará com ações, bons aforismos e foco na visão; à felicidade dá-se permissão
E a felicidade aproveita a permissão como o Natal aproveita a árvore, como o Ano Novo aproveita o calendário.

Rogério Camargo e André Anlub®
(31/12/14)

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