Dueto da tarde [Parte II]

E lá vem a nostalgia, dessa vez de dia e vestida de vermelho.
O que carrega da noite (des)esperada tenta sufocar.

Eis o brio a brilhar, desconcertante, e a meiga despedida,
Ainda tímida como sempre foi, ainda temerosa como sempre é,
Busca no nascente sol o girassol que a induz outra vez à vida.

Se o que ela sabe serve ainda um pouco,
Se com sua verve a água derrama do poço
O que restou de lágrimas e o vermelho não esconde,
As alamedas do ontem reinventam a saúde, a juventude, o dia de hoje.

André Anlub e Rogério Camargo
(3/12/14)

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