Para pensar:

Somente dando vazão a todo o teu querer é que vais te entender. Sem se deixar levar por impulsos passageiros, nas horas de crise, mas devagar e sempre, como uma caminhada em busca de um destino seguro.
Não há nada que emocionalizamos mais do que a perda. Não sabemos perder, e quanto mais caro for o que perdemos, mais sofre o emocional. A dor de uma mãe, na perda de um filho, não há o que console. O emocional sangra nessa punhalada fatal e só o tempo vai cicatrizar a ferida.
Água fresca e pura, quisera banhar em tua brandura a dor dos que sofrem as chamas que tonteiam a razão e desequilibram o emocional. Água luminosa, banhada de sol, quisera mergulhar em teu calor maternal a dor criança que não se acalma, presa a ideias tristes, sem coragem para reagir.
Gostava de passear, sair sem destino, sempre que houvesse oportunidade. Diminuía, assim, um bom tempo de encerrar-se em casa, onde nada lhe parecia bom ou bonito. Era no brilho das ruas, nas novidades das vitrines, no encanto que encontrava na janela dos coletivos que embelezava sua vida vazia. Fabricava imagens com o contemplado e seu emocional vibrava com a vida que forjava.
(Hayede)

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