Quando o nada é tudo




Quando o nada é tudo
(André Anlub - 12/1/11)

Sonhei com nós dois
Poderia ter sido triste, mas lá estava você!
Acordei! Lágrimas e olhos vermelhos,
Disfarcei, bebi café e passei o dia lembrando...

Foi assim:

Meu contorno no chão feito em giz branco,
De pé, ao lado, o seu olhar não era de tristeza.
Um pássaro paliteiro bem perto... (no dente do jacaré)
Incêndio sobe o bosque e uma enxurrada desce a colina.

Pássaros em voo baixo migravam para o sul,
Aviões em guerra estavam em formação de ataque.
De repente eu seguia a passos lentos, chutando pedras e pisando em poças;
Assobiava uma canção dos Stones, que por sinal dormi e esqueci tocando na vitrola.

Penso que não sabia onde estavam minhas dores,
Agora, acordado, ouço rumores sobre decapitações, preconceitos e fascismos,
Mas o fato é que cismo que são apenas boatos.

É assado:

Quero lhe falar um segredo em voz alta...
(toco sua campainha)
E nada!

Esse nada que é nada mais do que o mesmo nada, Nas madrugadas.

Por que lhe sigo?
Por que penso em você?

Chego a ver sua sombra
Projetada em todos os cantos pelo luar,
Seu cheiro impregnou na minha pele
De tal forma que eu não quero lhe perder...

Seria mutilação!

Acho que não deveria ter me ofertado tanto
E acho, contudo, que não quero mais amar.

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