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Mostrando postagens de Março 20, 2014

A cena da sina em cinco tempos

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A cena da sina em cinco tempos
Parte I
Deixei um abraço pro lago Paranoá, Fim de tarde dos mais belos, E o sol batendo o ponto pra descansar.
Parte II
Se não fosse a paixão, simples, Teria outro nome: - Fez-se atração ao limite do suportável. Mais uma vez grito! E o grito sai assim: - Meio confuso, meio dominado. É a saudade, é o deslumbre; É o lume da liberdade... São pontos, luzes da minha cidade; Vejo o mar com imponência e atitude.
Olho pela janela do avião e concluo: - Será uma enorme coincidência de também meu corpo físico estar nas nuvens?
Não há tempestade que me atinja; Não há cor ou mancha alguma que me tinja. Hoje - agora - amanhã... Sou camaleão!
Parte III
Olhos cheios d’água, É noite e as luzes refletem na minha íris. Vejo minha terra, minha mãe Desse filho adotivo, birrento, Que amamentou em seu seio, (ama de leite) Banhou-se no seu mar E no seu sol aqueceu-se De um acaloro que vem de dentro Expressivo – decisivo – poetar.
Parte IV
Agora é êxtase de lisonjeio e satisfação; Pus a mão na arte, na autoridad…