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Mostrando postagens de Abril 28, 2014

Animal do bem e o tal - Pincelando Sentimentos

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Acima: Poema da querida amiga Denise e minha obra: "O dia que o Cristo estava tornando-se vermelho - OST 80x60cm"


Animal do bem e o tal (28/05/13)
São animais indiscretos e contemplativos, Na mansidão imaginária e cada vez mais.
No hipotético paraíso na zona de conforto Vai chegando, vai vivendo outros desafios, Pés que não cansam de andar fora dos trilhos.
Vê-se os trilhos do bonde No pé das frutas do conde, No entorno do misto dos milhos Com as doces e tortas espigas Do conde de monte cristo.
Na ré do trépido bonde, Tudo trepida e o vinho vai longe... Entorna, esguicha e mancha A roupa de linho da moça Que o pranto fez poça, A olhos vistos.
São animais de cegos charmes E quase sempre atrapalhados, Na obsessão que alguém os agarre Salvando-os do fortuito afogamento Dos salgados e amargos mares.
São animais como nós, Com nós nas vis ventas; Que inventam o ar atroz Logo após se lamentam.
André Anlub®
Com o perdão que outrora não conhecia, aprendi a amar, ser feliz E saciar quem me sacia; aprendi a control…

A verdade nua e crua...

Manjando o Kilimanjaro

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Manjando o Kilimanjaro
Tanto tempo contemplando a inventiva montanha:
Mais tarde, quem sabe, a alma fale e olhe com olhar sedento; Quem sabe exprime, em música e rima, a saudade e o lamento.
Mais tarde, quem sabe, tal angústia suave e em silêncio, Desça sem freio e molhe O meu cúmplice de pano... (meu travesseiro)
Submerso nas ilusões das palavras de tintas e nos fios de seda, Procedo com medo, arredio, e coração cheio de ar, de vento, de ventania... (porém, vazio).
Ficou tarde e agora troca-se o chá verde de menta Por um copo cheio de camomila; (quem sabe uma taça de vinho).
As torradas com mel e gergelim, As estrelas da noite ou de um céu, enfim, Quase tudo de quase todos, Sumiram com a escuridão da saliva seca da saudade... No céu da boca.
Foi-se a montanha, É o fim... (eu e o horizonte, sós).
André Anlub® (27/4/14)