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Mostrando postagens de Maio 14, 2014

Sicrano Barbosa

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Sicrano Barbosa
Chegou o tempo das convicções positivas De amores desatados por mãos limpas Lavadas com o suor da procura.
Eis mais um desafio no meio do povo de andar semelhante: - barba bem feita, sapato novo e alma nada desnuda. Eis o semblante guerreiro, os filhos na escola e hora na labuta: - comida na mesa e nove talheres para apenas duas mãos.
Chegou o tempo de desprender-se do básico E não se sentir um traste por nada ter de praxe.
Fugindo da história:
Foi convicto à feira no domingo e comprou seu peixe, Subiu no velho caixote e disse a todos os ouvintes: - é bendito e bem-vindo o tal de Benvindo Nogueira, Deputado do povo (eleito por ser um homem oprimido).
Voltando à história:
No arraste das horas a barba crescendo e o sapato mais velho, Vê-se esotérico ao som erudito de um novo critério; Agora homem simples, Sicrano da vida em um mundo baldio.
A vida estava por um fio, mas as nuvens se foram e tempestades sumiram. (o chão é o limite) O tempo chegou, o clarão é mais vivo das asas no apoio e o vo…

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Carteira da Associação Poemas à Flor da Pele e o nosso livrão de aniversário de 8 anos.


Esse livro passeou pelos continentes...

Mar de doutrina sem fim

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Mar de doutrina sem fim
Houve aquele longo eco daquele verso forte desafiador; Pegou carona na onda suntuosa de todo mar agitado: - fui peixe insano com dentes grandes e olhar de bardo; Fui garoto, fui garoupa, fui a roupa do rei de Roma... E vou-me novamente mesmo agora não sendo.
Construo meus barcos no sumo da imaginação: (minhas naves, pés e rolimãs), E como imãs com polos iguais, passo batido...  Por ilhas virgens – praias nobres – boa brisa; Quero ancorar nas ilhas Gregas, praias dos nudistas e ventos de ação.
Lá vem novamente as velhas orações dos poetas, A tinta azul no papel árduo E vozes roucas das bocas largas, Mas prolixas: mês de maio, mais profetas.
E houve e não há, o que foi não se repete; Indiferente das rimas de amor – vem outro repente...
O mar calmo oferece amparo: - sou Netuno e esqueci o tridente, Trouxe um riso com trinta e dois dentes; Sou mistério que mora no quadrado de toda janela, O beijo dele, dela, da alma ardente que faz o mar raro.
André Anlub® (12/5/14)