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Mostrando postagens de Maio 18, 2014

Beltrano dos Santos

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Beltrano dos Santos
Ao final da tarde as flores enfim se mostram mais dela, submissas,  Num colorido real e pétalas como olhos famintos de belo. E ela, dama, atravessa os jardins a passos tímidos e sutis, Abrindo os lábios e deixando brotar as próprias cobiças.
Um artista do amor sorri e aponta seus dedos magros,  Outrora gordos e inebriados de nanquim: - Ai, ai, ai, é o fim, ela não me notou...
Choram eu, ele, você e os jardins.
E o chá, um sopro para esfriar; Vem aqui – foi lá.
A fumaça do tabaco profana a luz Que atravessa a janela adentrando o quarto, Trazendo a beleza que há aos olhos abertos No limpar das remelas, no sonhar, realizar e fazer jus.
Beltrano dos Santos é uma figura, Já foi profeta, mas não se mostrou... só ele sabia; Nas alquimias que os anos trouxeram A derradeira ainda estaria porvir; Mas ele não tem pressa, o amor não tem pressa, E o que só interessa é o acreditar sem fim.
André Anlub® (18/5/14)