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Mostrando postagens de Maio 22, 2014

Insone e insano no seno e cosseno do ser

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Insone e insano no seno e cosseno do ser
Eu vejo, vejo! Nas paredes do corredor que leva à cozinha, Algumas sombras que balançam, Com as leves e tontas brisas, Expondo seus desenhos simplórios, Notórias alucinações, visões dela... Vou abocanhar meu pão de centeio, Com queijo coalho e margarina, E uma fatia generosa de mortadela.
Por enquanto, só por enquanto, Primeira noite de inverno, Sem arrepio, sem espanto, Por enquanto, Encontra-se calma e silenciosa.
Quebrou-se o silêncio, No barulho do meu copo de vodca O gelo frenético batendo, No fino e fanho vidro, Ao ser mexido pelo dedo.
Olhos mirando o bloquinho, Sou zanho, sou zen, sozinho. O álcool companheiro, agora me deixa, Foi estacionar no cérebro, Criou até raiz, e espera ser regado.
Convite à escrita, Sorriso no canto do lábio, Nos dedos da mão direita, Uma imaginária tatuagem escrita; O que há, não diz! Mais uma letra se esconde, Por debaixo do anel.
A verdade deve ser sempre colocada à prova, As horas são escassas, E procura-se o término de um romance real.
Depo…