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Mostrando postagens de Junho 15, 2014

Ponderação noturna...

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Vou dar uma volta no quarteirão de carro e falando no celular para ver se dá algum barato, algum delírio ou até mesmo alcançar o "nirvana".

André Anlub®



Vem assim no repentino

O amor qualquer de qualquer uma pessoa,
Visto num lugar abandonado,
Esparramado com folhas secas e sombras anêmicas.

As árvores já estavam nuas,
Céu nublado e o vento seco;
Era de dar medo tal quadro,
Causava transtorno já em pensamento,
Faria tortura se estivesse realmente acontecendo.

O amor nessa brenha largado,
E as aves que aqui já deixaram abandonados seus velhos ninhos;
O sol, coitado, só batia de lado,
Tímido e afastado
Quase que sentindo frio.

O amor nesse terreno baldio,
Cercado por uma cerca velha e enferrujada,
Que em toda sua extensão
Servia de apoio para uma parreira.

Há um portãozinho branco descascado,
Empenado, torto, caído,
Pálido, podre, cheirando a lenha velha,
Louco para ser queimado, ser alforriado,
Mas para os cupins ainda com serventia.

E o amor ainda lá, deitado,
Quem sabe aguardando a chuva
Ou talvez a uva da parreira ao lado.

E de repente o amor lá, sorriu,
Avistou o pão, o vinho...
Viu alguém andando sozinho,
Vago, com a cabeça baixa e o rosto cálido;
Novamente riu e gargalhou
Avistou s…

Anéis de ouro branco

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Anéis de ouro branco (27/7/13)
Teus anéis de ouro branco, Brilham como os dourados; São de dureza feito ferro, Redondos como o globo.
Anéis como tu és: Valiosos e únicos, Carregados com gosto, Mas que ostentam a penúria De serem vistos e terem utilidade.
Tu viajas onde divagas, Devagar, reages. Vives na teia da aranha que abraça o todo: O mundo, as pessoas e os desejos.
Na elegância que tens,  Encontras versos na ponta do lápis. E todos tem dito: - como é bom ler-te, cada letra, cada frase, cada verso... A união das palavras em coito vivo.
Está ai, pra quem quiser ver: - a paz e o amor! Que saem do coração e derramam Em delírio, em choro e grito.
Falaste que a inspiração Havia encontrado o fim, Perdendo o ritmo, sem voz no coro. Os anjos não voavam nos sonhos, E loucos, sem as flechas, em vestes brancas, Riam das caretas das carrancas.
André Anlub