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Mostrando postagens de Agosto 5, 2014

Marcando toca

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Marcando toca
E aquela folha se solta, se livra, se vai com o breve vento, Se vai com o tempo como a lágrima esquecida no rosto... Resseca, desaparece, e é esquecida, pois é consequência, E já foi... num sopro.
O fim aparece e se disfarça de sombra, Torna-se parte da vida, da caminhada, Do respiro, do sono, da alegria e da raiva, E a leva...
E o fim é assim, como um trem errado que se embarca, Não percebendo o erro ou que não há mais nada a ser feito, E já foi... num frêmito.
Numa tarde quente de verão, O fim decidiu ter um novo começo: Largou sua labuta, seu fardo, Sua maleta cheia de acasos e agonias; Largou suas metas, suas retas que mais pareciam curvas, Suas negritudes e suas alvuras...
E uma folha que já estava se tornando pó,  Reconstituiu-se, Tornou novamente folha seca, Levantando voo do chão, Como se voltando no tempo, Regressou à árvore e encaixou-se no galho, Ficou amarelada, alaranjada, esverdeada, A seiva percorrendo seu corpo, Como sangue novo E tornou-se novamente moça...
O solo junto com a vida …