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Mostrando postagens de Agosto 6, 2014
BUSCA PROCURA

Um soneto à procura de um soneto
como de um ombro onde encostar as culpas,
onde chorar remorsos em folhetos
com que leitora alguma se preocupa.

Feito um motor testando os magnetos
ou um covarde atrás de uma desculpa,
segue o soneto em busca de um soneto
armado de binóculos e lupa.

Pode estar longe e pode estar tão perto
quanto esta ânsia que corrói tecidos,
tecidos fracos e tecidos fortes.

E enquanto esta loucura a céu aberto
vai fabricando mortos e feridos,
vou te aguentando como me suportes.

(Rogério Camargo)

Haja e aja café...

Imagem
Eu e meu café quente

Nada disso, nada.
Nem a cruz ou a espada
nem um milagre instantâneo.
Até viver litorâneo
com belo cenário da sacada...
Nada disso, nada.
Nem amor perdido e achado
tampouco o que ganhou no grito
nem um gemer sustenido
que alavanca o ser amado...
Nada disso, nada.
Na cachola do bardo
difícil é imaginar a vida
sem a poesia na lida
e derramando na gente.
E vai pôr do sol dourado
vem o tom do sol nascente.
Arregaça as mangas pro fardo
com a garrafa térmica ao lado
cheia do café mais quente.

André Anlub®
(5/6/13)

E por falar em café: Chegando na Bienal...



Pausa na Poesia para sermos roubados, voltamos já...